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Morre Francisco Lopes, ex-diretor do Banco Central e criador do Copom

O economista Francisco Lopes, figura influente na política monetária brasileira e idealizador do Copom, faleceu aos 80 anos no Rio de Janeiro.

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Foto: InfoMoney
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08/05 às 09:36 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Francisco Lafaiete de Pádua Lopes faleceu aos 80 anos no Rio de Janeiro, após complicações de uma cirurgia no intestino.
  • Foi o principal idealizador do Comitê de Política Monetária (Copom) em 1996, buscando maior transparência nas decisões do Banco Central.
  • Teve formação acadêmica na UFRJ, FGV e Harvard, além de fundar o programa de pós-graduação em Economia da PUC-Rio.
  • Atuou como diretor de Política Econômica e Monetária, assumindo a presidência do Banco Central em janeiro de 1999.
  • Participou da formulação de diversos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990, focando no combate à hiperinflação.
  • Sua trajetória incluiu polêmicas como o escândalo Marka Fonte Cindam e a desvalorização do real durante sua gestão no BC.
  • O Banco Central lamentou a perda, reconhecendo sua contribuição fundamental para a modernização da política monetária no Brasil.

O economista Francisco Lopes, conhecido como Chico Lopes, faleceu aos 80 anos no Rio de Janeiro, onde estava internado no Hospital Pró-Cardíaco. Considerado uma das mentes mais influentes da economia brasileira na segunda metade do século XX, Lopes deixou um legado marcado pela modernização das instituições financeiras do país. Com uma sólida trajetória acadêmica que incluiu passagens pela UFRJ, FGV e Harvard, ele foi o fundador do programa de pós-graduação em Economia da PUC-Rio, formando gerações de economistas.

No setor público, sua atuação foi decisiva para a estruturação da política monetária nacional. Lopes foi o principal idealizador do Comitê de Política Monetária (Copom) em 1996, iniciativa que visava conferir maior transparência e previsibilidade às decisões sobre a taxa Selic. Além disso, teve papel relevante na elaboração de diversos planos econômicos, como o Plano Cruzado e o Plano Bresser, e prestou consultoria fundamental para a implementação do Plano Real, que estabilizou a economia brasileira após anos de hiperinflação.

Lopes ocupou cargos de diretoria no Banco Central e assumiu a presidência da instituição em janeiro de 1999, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, sucedendo Gustavo Franco. Sua gestão, embora curta, foi marcada por desafios intensos, incluindo a desvalorização do real e o escândalo envolvendo as instituições financeiras Marka e Fonte Cindam. Apesar das controvérsias, o Banco Central emitiu nota lamentando o falecimento e destacando sua contribuição histórica para o combate à inflação e o fortalecimento do regime de metas. O economista deixa esposa e três filhos.

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