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Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB e figura histórica, morre aos 83 anos

Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB (2001-2015) e articulador político, faleceu aos 83 anos após lutar contra um câncer, gerando pesar de figuras como Lula.

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Foto: G1 Política
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15/02 às 15:01 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • Renato Rabelo, ex-presidente nacional do PCdoB, faleceu aos 83 anos em São Paulo neste domingo, após lutar contra um câncer.
  • Ele presidiu o Partido Comunista do Brasil de 2001 a 2015 e foi vice-presidente da UNE durante a ditadura militar.
  • Rabelo foi exilado na França em 1976 e retornou ao Brasil com a anistia de 1979, sendo um dos articuladores da Frente Brasil Popular.
  • Sua atuação foi fundamental para a eleição de Lula em 2002, e durante sua gestão, o PCdoB apoiou os governos de Lula e Dilma Rousseff.
  • O presidente Lula lamentou a morte de Rabelo, descrevendo-o como um "dirigente histórico" e um dos maiores nomes da democracia brasileira.
  • Lula relembrou a participação conjunta em eventos como as greves do ABC paulista, as Diretas Já e campanhas presidenciais.
  • Após deixar a presidência, atuou e se tornou presidente de honra da Fundação Maurício Grabois, e sua morte gerou manifestações de pesar de diversas figuras políticas.

Renato Rabelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) entre 2001 e 2015, faleceu neste domingo aos 83 anos em São Paulo. Considerado uma figura histórica e um dos mais importantes dirigentes do partido, Rabelo vinha lutando contra um câncer nos últimos três anos. Sua morte gerou manifestações de pesar de diversas figuras políticas, como o presidente Lula e os deputados Gleisi Hoffmann, Jandira Feghali e Orlando Silva, que destacaram sua dedicação à democracia e à luta social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Rabelo, descrevendo-o como um "dirigente histórico" e um dos maiores nomes da democracia brasileira. Lula relembrou a participação conjunta em eventos cruciais como as greves do ABC paulista, as Diretas Já e diversas campanhas presidenciais, elogiando a visão estratégica de Rabelo e sua capacidade de unir forças políticas pela soberania e justiça social. A trajetória política de Rabelo foi marcada pela vice-presidência da UNE durante a ditadura militar, exílio na França em 1976 e retorno com a anistia de 1979. Ele foi um dos articuladores da Frente Brasil Popular, decisiva para a eleição de Lula em 2002, e durante sua gestão no PCdoB, o partido apoiou os governos de Lula e Dilma Rousseff.

Após deixar a presidência do PCdoB, onde foi sucedido por Luciana Santos, Renato Rabelo dedicou-se à Fundação Maurício Grabois, tornando-se seu presidente de honra. Ele também dedicou esforços ao fortalecimento das relações do PCdoB com países socialistas como China, Vietnã e Cuba, consolidando seu legado como um articulador político e teórico fundamental no cenário brasileiro.

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