Acordo Mercosul-UE deve intensificar concorrência no mercado de vinhos
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve transformar o mercado brasileiro de vinhos, aumentando a presença de rótulos europeus e intensificando a concorrência, segundo especialista.
Pontos principais
- O acordo Mercosul-UE deve acelerar a transformação do mercado brasileiro de vinhos, ampliando a concorrência e a presença de rótulos europeus.
- Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo, avalia que o setor de vinhos entra em nova fase de disputa global com a redução gradual de tarifas.
- A redução tarifária pode levar a uma queda acumulada de até 27% nos preços ao longo de 12 anos.
- A concorrência tende a atingir mais os vinhos chilenos e argentinos, com os produtores brasileiros sendo menos afetados.
- O consumo de vinho no Brasil tem crescido desde a pandemia, com aumento na procura por vinhos brancos e espumantes.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia está previsto para intensificar a concorrência e transformar o mercado brasileiro de vinhos, conforme avaliação de Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo. A expectativa é de um aumento na presença de rótulos europeus, impulsionado pela redução gradual de tarifas, que pode resultar em uma queda acumulada de até 27% nos preços ao longo de 12 anos.
Sevieri destaca que, embora a concorrência aumente, os produtores brasileiros de vinho não devem ser os mais afetados. A disputa tende a impactar principalmente os vinhos importados do Chile e da Argentina. O mercado brasileiro de vinhos tem demonstrado crescimento no consumo desde a pandemia, com uma notável expansão na procura por vinhos brancos e espumantes.
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