Os Estados Unidos estão realizando um evento em São Paulo focado em minerais críticos, com o objetivo de fortalecer as cadeias de fornecimento e reduzir a dependência da China. O encontro, que reúne investidores americanos e empresas de mineração, busca parcerias com o Brasil, país considerado prioritário pelos EUA para a diversificação do fornecimento desses recursos. No entanto, a iniciativa é marcada por tensões diplomáticas que levaram à ausência de autoridades federais brasileiras, que cancelaram sua participação alegando conflito de agenda e atrito diplomático.
As tensões surgiram após a tentativa de um assessor do Departamento de Estado dos EUA de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, o que foi interpretado como interferência e resultou na revogação do visto do oficial. Apesar dos atritos, o encarregado de negócios dos EUA, Gabriel Escobar, confirmou que há uma proposta de acordo federal sobre minerais críticos com o Brasil. Os Estados Unidos já assinaram um memorando de entendimento com o estado de Goiás sobre minerais críticos, uma parceria descrita como 'ganha-ganha' por Escobar, mas que gerou críticas de integrantes do governo federal brasileiro. Goiás possui reservas de lítio e nióbio, e abriga a única empresa de terras raras em operação comercial no Brasil, a Serra Verde. Autoridades americanas veem potencial para investimentos bilionários em mais de 50 projetos de mineração no Brasil, enquanto o governo Lula prioriza o avanço no processamento doméstico de minerais.
InfoMoney • 18 mar, 19:58
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