Consumo de alimentos ultraprocessados cresce entre povos tradicionais
Um estudo revela um aumento consistente no consumo de alimentos ultraprocessados entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, substituindo alimentos historicamente presentes em suas dietas e gerando preocupações com a saúde pública.
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05/05 às 19:04
Pontos principais
- O consumo de alimentos ultraprocessados cresceu entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, enquanto alimentos como frutas e feijão perderam espaço.
- A pesquisa, liderada por Greyceanne Dutra Brito, analisou dados de 2015 a 2022 do SISVAN, abrangendo 21 grupos tradicionais.
- Houve aumento no consumo de hambúrgueres e embutidos em crianças (2-9 anos), adultos e idosos, e queda no consumo de feijão e frutas frescas entre gestantes adolescentes e adultas.
- O acesso facilitado, baixo custo e apelo publicitário dos ultraprocessados são fatores que contribuem para essa mudança na dieta.
- A nutricionista Greyceanne Dutra Brito alerta que o consumo frequente de ultraprocessados pode levar a deficiências nutricionais e doenças crônicas.
- O estudo pioneiro visa subsidiar políticas públicas para promoção da alimentação saudável, incluindo regulação e educação alimentar.
- A garantia de territórios para o cultivo de alimentos próprios é crucial para reverter essa tendência e assegurar a alimentação saudável dessas populações.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Greyceanne Dutra Brito (professora e nutricionista, doutoranda em Saúde Pública)Alana Gandra
Organizações
Universidade Federal do Ceará (UFCE)Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)Ministério da SaúdeUniversidade de Fortaleza (Unifor)Universidade Estadual do Ceará (UECE)Universidade de São Paulo (USP)Fiocruz-CEUniversidade Federal de Minas Gerais (UFMG)Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap)Revista Ciência & Saúde Coletiva
Lugares
BrasilCeará
