Os presidentes Lula e Trump se encontram nesta quinta-feira em Washington para debater temas econômicos, segurança e relações bilaterais, em uma visita de trabalho que busca normalizar as relações entre os dois países.
A Casa Branca confirmou nesta terça-feira, 5 de março, o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, classificada como uma "visita de trabalho", está agendada para esta quinta-feira, 7 de março, em Washington. Lula deve embarcar para os EUA na quarta-feira e retornar ao Brasil na sexta-feira. Este será o segundo encontro entre os dois líderes, que possuem um histórico de relações tensas, e visa normalizar as relações entre os dois países, apesar de ter sido adiado anteriormente devido a conflitos internacionais e divergências comerciais.
Os principais temas da agenda incluem comércio, tarifas americanas, minerais críticos, as implicações econômicas da guerra no Irã e a situação na Venezuela. Além disso, segurança, crime organizado e a relação entre Judiciário e política serão debatidos. Lula pretende afastar a possibilidade de equiparar facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, enquanto o Brasil busca convencer Trump de que não adota práticas comerciais desleais e apresentará propostas de parceria para exploração de terras raras. Um acordo de cooperação mútua para combater o tráfico internacional de armas e drogas já foi anunciado entre Brasil e EUA.
A comitiva brasileira inclui os ministros das Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Desenvolvimento, Minas e Energia, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro Dario Durigan expressou a expectativa de normalizar a relação bilateral com os Estados Unidos, apesar de forças de oposição. O governo brasileiro informará que usará medidas de reciprocidade caso os EUA apliquem tarifas políticas contra o Brasil.
O cerimonial da Casa Branca e a Embaixada do Brasil em Washington definiram os detalhes do encontro, que incluem uma passagem pelo Salão Oval para declaração à imprensa, uma reunião reservada e uma reunião ampliada, com cada presidente acompanhado por até cinco integrantes de suas equipes. Analistas veem o encontro como uma oportunidade para Lula, mas também com riscos devido à sua vulnerabilidade política interna. Ambos os líderes chegam ao encontro em um momento de baixa popularidade e de olho nas próximas eleições.
Agência Brasil - EBC • 6 mai, 13:05
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Folha de São Paulo - Mundo • 6 mai, 12:19
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