Autoridades comerciais da União Europeia e dos Estados Unidos se encontram em Paris para abordar a ameaça de Washington de elevar as tarifas sobre veículos europeus, enquanto a UE busca um acordo rápido para evitar retaliações.
A União Europeia está sob pressão para finalizar rapidamente um acordo comercial com os Estados Unidos, visando evitar a imposição de tarifas de 25% sobre carros e caminhões europeus, conforme ameaçado pelo presidente Donald Trump. As negociações entre o Parlamento Europeu e o Conselho serão retomadas para legislar a redução de tarifas sobre produtos dos EUA, um ponto que a UE ainda não cumpriu integralmente devido a suspensões no Parlamento. Oficiais europeus, incluindo o Ministro do Comércio francês, Nicolas Forissier, expressam apreensão com a ameaça americana de elevar as tarifas sobre as exportações, apesar de um acordo comercial já existente entre a UE e a administração Trump, alcançado no ano passado.
Líderes europeus, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz, expressaram urgência na conclusão do acordo, destacando que a Alemanha seria a mais impactada pelas tarifas. As ameaças de Trump estão impactando a decisão da UE sobre o acordo comercial, levando o bloco a reconsiderar sua posição antes da votação. Contudo, ministros das Finanças da UE, incluindo o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, afirmaram que a UE está preparada para retaliar caso Trump implemente as tarifas, indicando uma postura de diálogo, mas também de defesa dos interesses do bloco.
Em meio a essas tensões, o chefe de comércio da UE e sua contraparte dos EUA se reuniram em Paris para discutir as relações econômicas e a ameaça de Washington de aumentar as tarifas sobre veículos europeus. As discussões visam buscar moderação por parte dos EUA antes de qualquer ação tarifária, protegendo a indústria automobilística europeia e o comércio transatlântico. Forissier ressaltou a necessidade de implementar o acordo já existente e a busca da UE por laços comerciais "confiáveis" com os EUA, reforçando que todas as opções estarão sobre a mesa se Trump concretizar a ameaça.
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