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Trump eleva tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25%; montadoras alemãs pedem diálogo

Donald Trump anunciou o aumento das tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia para 25%, gerando apelos de montadoras alemãs por diálogo e acordo comercial.

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Foto: Global News CA World
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01/05 às 14:03 · atualizado 19:08

Pontos principais

  • Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (1°) que as tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia serão elevadas para 25% a partir da próxima semana.
  • A medida é justificada pelo presidente como resposta a um suposto descumprimento de acordo comercial pelo bloco europeu.
  • A condição para evitar as tarifas é que as empresas fabriquem seus produtos em fábricas americanas, visando incentivar a produção nos EUA.
  • A tarifa de 25% não se aplicará a empresas europeias que já produzem veículos nos EUA, onde há um investimento recorde de mais de US$ 100 bilhões.
  • O anúncio foi feito de surpresa em uma sexta-feira, feriado em grande parte da Europa.
  • O chefe do comitê de comércio do Parlamento Europeu classificou a ameaça de tarifas de Trump como "inaceitável".
  • A associação automobilística alemã VDA pediu à UE e aos EUA que iniciem conversações e honrem o acordo comercial.
  • Hildegard Mueller, presidente da VDA, alertou que o custo das tarifas adicionais seria enorme e impactaria consumidores dos EUA.
  • A decisão ocorre após Trump retirar tarifas sobre o uísque da Escócia, facilitando o comércio com Kentucky.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1°) que as tarifas sobre carros e caminhões importados da União Europeia serão elevadas para 25% a partir da próxima semana. A justificativa para a medida é o suposto descumprimento de um acordo comercial por parte do bloco europeu, com Trump acusando Bruxelas de demora na ratificação e não conformidade. O anúncio, feito de surpresa em uma sexta-feira que é feriado em grande parte da Europa, não detalhou suas objeções específicas em sua postagem em rede social. A decisão visa pressionar o bloco europeu em questões comerciais.

A condição para evitar as novas tarifas é que as empresas automotivas da UE passem a fabricar seus produtos em solo americano, com o objetivo de incentivar a produção dentro dos Estados Unidos. No entanto, a nova tarifa não afetará empresas europeias que já produzem veículos em solo americano, onde já foram investidos mais de US$ 100 bilhões. Esta decisão segue um movimento anterior de Trump de retirar tarifas sobre o uísque da Escócia, visando facilitar o comércio com o estado de Kentucky, em homenagem à visita oficial do Rei Charles III e da Rainha Camilla aos EUA.

Em resposta à ameaça de Trump, o chefe do comitê de comércio do Parlamento Europeu classificou a medida como "inaceitável", criticando os Estados Unidos por se mostrarem um parceiro comercial pouco confiável. A associação automobilística alemã VDA, por meio de sua presidente Hildegard Mueller, pediu que a UE e os EUA iniciem conversações e honrem o acordo comercial, alertando que o custo das tarifas adicionais seria enorme e impactaria diretamente os consumidores americanos. A indústria automobilística alemã já enfrenta desafios como fraca demanda na Europa, transição para veículos elétricos e concorrência chinesa, o que agrava a situação.

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