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Alemanha diz que retirada de tropas dos EUA era 'previsível'

A Alemanha considerou 'previsível' a decisão dos EUA de retirar 5.000 soldados, enquanto a OTAN busca esclarecimentos e a Europa é incentivada a fortalecer suas defesas.

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Foto: InfoMoney
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02/05 às 14:01 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • O Ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, descreveu a decisão dos EUA de retirar 5.000 soldados como 'previsível'.
  • A OTAN está buscando 'entender os detalhes' da retirada das tropas americanas da Alemanha.
  • A retirada foi ordenada por Donald Trump em meio a tensões com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
  • Parlamentares republicanos dos EUA e o primeiro-ministro polonês expressaram preocupação com a decisão.
  • A decisão também abandona o plano de enviar um batalhão com mísseis Tomahawk para a Alemanha.

O Ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, declarou que a decisão dos Estados Unidos de retirar 5.000 soldados da Alemanha era um movimento 'previsível'. A declaração ocorre em um momento em que a OTAN busca esclarecimentos sobre a medida, que foi ordenada por Donald Trump em meio a um desentendimento com o chanceler alemão, Friedrich Merz. A decisão também abandona um plano de enviar um batalhão com mísseis Tomahawk para a Alemanha, considerado um golpe para Berlim.

O governo alemão minimizou a situação, descrevendo a medida como 'antecipada' e um lembrete da necessidade da Europa de investir em sua própria defesa. Pistorius destacou que a Europa deve assumir mais responsabilidade pela própria segurança, e a Alemanha está expandindo suas forças armadas. O Pentágono indicou que a retirada ocorrerá nos próximos seis a 12 meses, e a decisão segue críticas de Merz sobre a guerra de Trump com o Irã e sua gestão das negociações subsequentes com Teerã.

Parlamentares republicanos dos EUA, como Roger Wicker e Mike Rogers, expressaram preocupação, sugerindo que as tropas deveriam ser realocadas para o leste da Europa, não retiradas. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também manifestou preocupação, alertando para a desintegração da aliança transatlântica.

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