Donald Trump ordenou uma revisão da presença militar dos EUA na Alemanha e criticou o chanceler alemão Friedrich Merz por suas declarações sobre a guerra no Irã, indicando possível redução de forças.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma revisão da presença militar americana na Alemanha, dias após o chanceler alemão Friedrich Merz criticar abertamente a estratégia dos EUA na guerra contra o Irã. A decisão, que pode levar a uma redução ou realocação das forças, intensifica as tensões entre os dois líderes e reflete o crescente atrito nas relações diplomáticas e com a OTAN. A declaração de Trump ocorre em um momento de divergência sobre política externa, com a guerra no Irã sendo um fator central nas recentes tensões diplomáticas entre os dois países.
Merz criticou a abordagem dos EUA no conflito, afirmando que o país está sendo humilhado e não possui um plano claro. Em resposta, Trump questionou o conhecimento de Merz sobre o assunto e o desempenho econômico da Alemanha, sugerindo que o chanceler deveria focar em resolver os problemas internos de seu país, como imigração e energia, e a guerra Rússia-Ucrânia, em vez de interferir na questão nuclear do Irã. Trump respondeu no Truth Social, afirmando que Merz não sabia do que estava falando e que a Alemanha estava indo mal. Apesar das declarações de Trump, não há registro de Merz ter defendido que o Irã possua armas nucleares; ele já afirmou que o programa nuclear militar iraniano deveria ser encerrado.
Um dia após sugerir a redução de tropas, Trump voltou a atacar Merz, aconselhando-o a focar em "consertar seu país quebrado" e em encerrar a guerra Rússia-Ucrânia, além de criticar sua ineficácia na guerra e acusá-lo de "interferir" no Irã. A declaração foi feita em uma postagem de Trump nas redes sociais, reforçando a tensão entre os líderes e levantando questões sobre a presença militar dos EUA na Alemanha.
Além disso, o governo Trump tem criticado membros da OTAN por não apoiarem a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, repreendendo alguns países por não enviarem suas marinhas para ajudar a abrir o Estreito de Ormuz. Apesar da Alemanha ter autorizado o uso de suas bases militares para ataques contra o Irã, decisão elogiada por Trump anteriormente, as críticas recentes de Merz levaram os EUA a considerar o fechamento de uma base militar americana em território alemão. A revisão das tropas foi anunciada por Trump em uma postagem na plataforma Truth Social, onde ele expressou frustração com a falta de apoio da Alemanha no conflito. A decisão final sobre a redução de tropas será tomada em breve, indicando um crescente atrito entre os EUA e seus aliados da OTAN. Trump já havia feito ameaças semelhantes de redução de tropas na Alemanha durante seu primeiro mandato.
A presença militar dos EUA na Alemanha tem sido um pilar da segurança europeia por décadas e um elemento de longa data nas relações transatlânticas. Qualquer alteração pode ter implicações significativas para a aliança e a geopolítica regional, tornando a presença militar americana na Alemanha um ponto de discussão entre os dois países.
The Guardian World • 30 abr, 13:37
G1 Mundo • 30 abr, 12:34
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