EUA retirarão 5 mil soldados da Alemanha após críticas à guerra no Irã
Os Estados Unidos iniciarão a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, decisão que segue críticas do chanceler alemão à guerra no Irã e reflete tensões entre os aliados.
Pontos principais
- Os EUA retirarão 5 mil soldados da Alemanha, reduzindo sua presença militar no país.
- A decisão ocorre após críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à gestão da guerra no Irã por parte dos EUA e Israel.
- O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ordenou a retirada, que deve ocorrer no próximo ano.
- O Pentágono confirmou a intenção de retirar as tropas, classificando a retórica alemã como “inapropriada e inútil”.
- A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares.
- A retirada deve ser concluída nos próximos seis a doze meses, retornando os níveis de tropas aos patamares anteriores a 2022.
- A medida reflete tensões nas relações entre o presidente Trump e Merz, com o Irã sendo o ponto central do desentendimento.
- Trump ameaçou retirar tropas de outros países europeus que não apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Itália e Espanha.
- O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Europa deve assumir maior responsabilidade por sua segurança e que a retirada era previsível.
- A OTAN está trabalhando com os EUA para entender os detalhes da decisão e reforça a necessidade de a Europa investir mais em defesa.
Os Estados Unidos anunciaram a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, um processo que deve durar entre seis e doze meses. A decisão, confirmada pelo Pentágono na sexta-feira e ordenada pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth, cumpre uma ameaça anterior do presidente Donald Trump e é vista como uma retaliação às declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que criticou a forma como Trump está lidando com a guerra no Irã, incluindo o esforço de guerra conjunto EUA-Israel. Um alto funcionário do Departamento de Defesa classificou as declarações alemãs como "inapropriadas e pouco úteis", justificando a reação do presidente Trump e refletindo um desentendimento entre os dois países aliados. Trump também já havia proposto reduções de tropas na Alemanha em seu primeiro mandato, mas foram bloqueadas pelo Congresso.
A Alemanha, que atualmente abriga cerca de 35 mil militares americanos, é a principal base militar dos EUA na Europa. A redução de tropas busca retornar aos níveis anteriores a 2022, antes do reforço militar na Europa devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. A decisão ocorre em meio a um aumento do distanciamento entre o presidente Donald Trump e a Europa, exacerbado por discussões sobre a guerra do Irã e marcando um novo ponto de atrito nas relações transatlânticas. Esta disputa sobre a guerra no Irã é a motivação central para a ordem de retirada de Trump, testando as relações entre os dois aliados de longa data.
Em resposta à decisão americana, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, defendeu que a Europa assuma maior responsabilidade por sua própria segurança, afirmando que a presença de soldados americanos é de interesse mútuo, mas que a retirada era previsível. Pistorius, em declaração neste sábado (2), reiterou que a medida deve impulsionar a Europa a fortalecer suas próprias capacidades de defesa. A OTAN, por sua vez, está trabalhando com os EUA para entender os detalhes da retirada e reforça a necessidade de os países europeus investirem mais em defesa.
Trump também ameaçou retirar tropas de outros países europeus que não apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Espanha e Itália, criticando a falta de apoio desses países. Ele considera fechar bases na Europa para transferir tropas para nações que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia e Grécia. A disputa entre Trump e Merz destaca divergências sobre política externa e segurança, indicando tensões nas relações EUA-Alemanha e fazendo parte de uma revisão mais ampla da postura das forças americanas na Europa.
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