Uma pesquisa da Agência Lupa revela que a inteligência artificial está acelerando a desinformação globalmente, com 81,2% dos casos surgindo nos últimos dois anos, ameaçando democracias e processos eleitorais.

Uma pesquisa da Agência Lupa aponta que a inteligência artificial (IA) tem acelerado a disseminação de desinformação em escala global, com 81,2% dos casos registrados entre janeiro de 2024 e março de 2026. O levantamento, baseado em 1.294 checagens, destaca que a IA redefine a desinformação e raramente impulsiona conteúdos verdadeiros, sendo uma preocupação crescente em anos eleitorais, como 2026 no Brasil. Os temas mais recorrentes são eleições, guerras e golpes, manifestando-se em diversos formatos como vídeos, áudios, fotos e textos.
Cristina Tardáguila, da Agência Lupa, ressalta a necessidade de desconfiança em conteúdos gerados por IA. O estudo, que não possui recorte geográfico, mas linguístico, identificou inglês, espanhol e português como as línguas com maior incidência de desinformação por IA e deepfakes. Diante desse cenário, a educação midiática é defendida como a principal solução, atuando como uma "vacina" contra a desinformação e devendo ser implementada como política pública nas escolas.
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