Um estudo recente da UNICEF, ECPAT e Interpol, intitulado "Disrupting Harm in Brazil", revelou dados alarmantes sobre a violência sexual online contra crianças e adolescentes no país. Em um período de 12 meses, aproximadamente 3 milhões de jovens, representando 19% da faixa etária de 12 a 17 anos, foram vítimas de exploração ou abuso sexual no ambiente digital. A pesquisa destaca que a tecnologia, incluindo redes sociais e aplicativos de mensagens como Instagram e WhatsApp, tem sido amplamente utilizada para produzir e divulgar conteúdo sexual, aliciar e ameaçar as vítimas.
Preocupantemente, em quase metade dos casos (49%), o agressor era alguém conhecido da vítima, e um terço dos jovens (34%) optou por não relatar o ocorrido, muitas vezes por não saber onde buscar ajuda ou por constrangimento. A exposição a conteúdo sexual não solicitado foi a violência mais recorrente (14%), e o relatório também aponta para uma nova e perigosa tendência: o uso de inteligência artificial para criar imagens falsas de conteúdo sexual com a aparência das vítimas, um fenômeno que já foi observado em 3% dos relatos. Diante desse cenário, novas legislações como o PL da Adultização e o ECA Digital foram sancionadas, buscando impor obrigações às plataformas digitais e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes online.
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