Brasil registra quase 2,5 mil agressões virtuais diárias contra jornalistas
O Brasil registrou cerca de 900 mil ataques virtuais contra jornalistas em 2025, uma média de quase 2,5 mil agressões por dia, segundo relatório da Abert.
Pontos principais
- Em 2025, o Brasil teve aproximadamente 900 mil ataques virtuais contra jornalistas, o que equivale a quase 2,5 mil agressões por dia.
- O Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão 2025 da Abert indicou um crescimento de 35% nas agressões virtuais em comparação com o período anterior.
- Foram registrados 66 casos de violência não letal contra a imprensa em 2025, com uma redução de 9,1% nos casos e 5% no total de profissionais vítimas.
- Agressões físicas representaram 39% dos casos de violência não letal, totalizando 26 ocorrências.
- Homens e profissionais de TV foram as maiores vítimas, enquanto políticos, ocupantes de cargos públicos e torcedores foram os principais agressores.
- O levantamento também destacou o uso de inteligência artificial para criar percepções negativas sobre a mídia profissional.
- O Brasil melhorou sua posição no ranking global de liberdade de imprensa, passando para a 63ª posição em 2025, em comparação com a 111ª em 2021.
O Brasil registrou cerca de 900 mil ataques virtuais contra jornalistas em 2025, o que representa quase 2,5 mil agressões por dia. Os dados são do Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão 2025 da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), apresentado por Cristiano Lobato Flôres. O estudo aponta um crescimento de 35% nas agressões virtuais em relação ao período anterior, com destaque para o uso de inteligência artificial na criação de narrativas negativas sobre a imprensa profissional.
Além das agressões virtuais, o relatório também contabilizou 66 casos de violência não letal contra a imprensa em 2025, uma redução de 9,1% nos casos e 5% no total de profissionais vítimas em comparação com o ano anterior. As agressões físicas foram a maioria, com 26 ocorrências, correspondendo a 39% dos casos. Homens e profissionais de televisão foram as principais vítimas, e os agressores mais frequentes incluíram políticos, ocupantes de cargos públicos e torcedores. Apesar do aumento das agressões virtuais, o Brasil melhorou sua posição no ranking global de liberdade de imprensa, subindo para a 63ª posição em 2025, em contraste com a 111ª em 2021.
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