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Tribunal dos EUA restringe acesso à pílula abortiva mifepristona

Um tribunal de apelações dos EUA suspendeu temporariamente regras federais que permitiam a teleprescrição e o envio da pílula abortiva mifepristona, revertendo uma decisão da FDA.

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Foto: BBC World
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01/05 às 19:02 · atualizado 21:00

Pontos principais

  • Um tribunal de apelações dos EUA bloqueou temporariamente o acesso pelo correio à pílula abortiva mifepristona.
  • A decisão reverte uma regulamentação da FDA de janeiro de 2023 que permitia a entrega da mifepristona por correspondência e teleprescrição.
  • A mifepristona foi aprovada pela FDA em setembro de 2000 e responde por mais de 60% dos abortos nos EUA.
  • Este método é atualmente o mais comum para o procedimento nos EUA.
  • Esta é a primeira restrição significativa ao acesso ao medicamento desde sua aprovação, marcando uma vitória para o movimento antiaborto.
  • Defensores dos direitos reprodutivos alertam que a decisão restringirá o acesso nacional a cuidados essenciais e um recurso à Suprema Corte é provável.

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos emitiu uma decisão que bloqueia temporariamente o acesso à pílula abortiva mifepristona pelo correio e via teleprescrição. A medida reverte uma regulamentação da Food and Drug Administration (FDA) de janeiro de 2023, que havia eliminado a exigência de retirada presencial do medicamento, permitindo sua entrega por correspondência. Esta decisão do 5º Circuito da Corte de Apelações dos EUA representa uma vitória significativa para o movimento antiaborto.

A mifepristona foi autorizada pela FDA em setembro de 2000 para a interrupção da gravidez nos EUA e responde por mais de 60% de todos os abortos no sistema de saúde, sendo o principal medicamento usado em abortos medicamentosos no país. Esta decisão judicial representa a primeira restrição significativa ao acesso ao medicamento desde sua aprovação, em meio a processos judiciais contínuos que contestam sua disponibilidade. Defensores dos direitos reprodutivos alertam que a decisão restringirá o acesso nacional a cuidados essenciais, e um recurso de emergência à Suprema Corte é considerado provável.

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