Os afastamentos por burnout no Brasil registraram um aumento de 823% em quatro anos, totalizando 7.595 benefícios concedidos pelo Ministério da Previdência Social em 2025. No mesmo período, as denúncias de saúde mental no trabalho ao Ministério Público do Trabalho (MPT) cresceram 438%. Especialistas apontam que o fenômeno é resultado da piora das condições de trabalho, como jornadas extensas e metas inatingíveis, além do maior reconhecimento do burnout como uma condição ocupacional.
A inclusão do burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022 contribuiu para delimitar o conceito e reduzir o estigma. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que visa fiscalizar riscos psicossociais, teve sua implementação adiada para maio de 2026, mas o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que não haverá novos adiamentos. A legislação brasileira equipara o burnout a acidente de trabalho, garantindo direitos como estabilidade provisória e depósito de FGTS durante o afastamento, desde que comprovado o nexo causal.
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