Profissionais dos setores de atacado e varejo apresentam os maiores riscos de burnout no Brasil, conforme estudo da Gupy que aponta mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025.
Um estudo da Gupy revelou que o Brasil ultrapassou 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, com os profissionais dos setores de atacado e varejo apresentando os maiores riscos de burnout. Estes setores registraram uma incidência crítica de 10,79%, seguidos por educação e marketing/publicidade/comunicação. A pesquisa aponta que quatro em cada 10 profissionais já sinalizam algum nível de risco de adoecimento mental, indicando um problema estrutural na saúde mental dos trabalhadores brasileiros.
O burnout é caracterizado como um fenômeno ocupacional, resultado de fatores como alta carga de trabalho, metas sob pressão, jornadas longas e baixa autonomia. A digitalização e a cultura "always on" também contribuem para a redução das fronteiras entre a vida profissional e pessoal, ampliando o risco de esgotamento. Embora a atualização da NR-1 exija a inclusão de riscos psicossociais na governança das empresas, o estudo conclui que o desafio do adoecimento mental exige uma revisão mais profunda das práticas de gestão, modelos de trabalho e cultura corporativa para evitar impactos negativos na produtividade e sustentabilidade das empresas.
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