O Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou que os mecanismos de autorregulação e auditoria de grandes empresas são falhos na prevenção do trabalho escravo em suas cadeias produtivas. Mais de 30 companhias foram notificadas por adquirir bens ou serviços de fornecedores que utilizam mão de obra análoga à escravidão. O procurador Ilan Fonseca de Souza criticou a falta de alinhamento entre o que é publicizado pelas empresas e suas ações efetivas de prevenção.
O projeto Reação em Cadeia do MPT tem como objetivo identificar os vínculos entre grandes empresas e a escravidão moderna, abrangendo setores como carvoarias, fazendas de soja, café, cana de açúcar, construção civil e indústria têxtil. Entre as empresas investigadas estão grandes redes de supermercados, multinacionais de alimentos, siderúrgicas, varejistas de moda e distribuidoras de combustíveis. A vice-procuradora-geral Teresa Basteiro ressaltou a importância do envolvimento de toda a sociedade para combater a exploração do trabalho escravo.
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