O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma cartilha essencial para guiar vítimas de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O material detalha como coletar provas, como gravações de conversas, diários de ocorrências, bilhetes, e-mails e mensagens em redes sociais, que podem ser cruciais para a formalização de denúncias. A iniciativa visa combater a subnotificação dos casos, um problema grave no Brasil, muitas vezes motivado pelo medo de retaliação e pela dificuldade em identificar as diversas formas de violência cotidiana.
A legislação atual exige que as empresas mantenham canais de denúncia internos e ofereçam capacitação para prevenir o assédio. Além dos canais corporativos, as vítimas podem recorrer a órgãos como o próprio MPT, o Ministério do Trabalho, sindicatos, o Disque 100 e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). A procuradora Luciana Marques Coutinho destaca que mulheres, em particular as pretas e pardas, são as mais impactadas pela violência e assédio, um cenário agravado pela precarização das relações de trabalho.
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