As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, o pior resultado para o mês na série histórica, impulsionado pela antecipação de precatórios.
As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, marcando o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1997. Este desempenho representa uma piora significativa em comparação com o superávit de R$ 1,52 bilhão observado em março do ano anterior. A principal causa para o déficit foi a antecipação do pagamento de precatórios, que concentrou R$ 34,9 bilhões em despesas neste mês, diferentemente de 2025.
As despesas totais do governo aumentaram 49,2% em termos reais, alcançando R$ 269,88 bilhões, influenciadas também por benefícios previdenciários, gastos com pessoal e sentenças judiciais. Em contrapartida, a receita líquida cresceu 7,5% em termos reais, atingindo R$ 196,1 bilhões. Esse aumento na arrecadação foi impulsionado pelo crescimento econômico e por elevações em impostos como IOF, Imposto de Importação, Imposto sobre a Renda, CSLL e Cofins. No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram um déficit de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit de 2025. Os investimentos federais também tiveram um crescimento expressivo em março, de 323,9% acima da inflação, totalizando R$ 14,8 bilhões.
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