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Contas do governo registram pior déficit em março desde 1997

As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, o pior resultado para o mês na série histórica, impulsionado pela antecipação de precatórios.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/04 às 15:03 · atualizado 17:01

Pontos principais

  • O déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março representa o pior resultado para o mês desde 1997.
  • O resultado contrasta com o superávit de R$ 1,52 bilhão registrado em março do ano anterior.
  • A antecipação do pagamento de precatórios, totalizando R$ 34,9 bilhões, foi a principal causa do déficit.
  • As despesas totais do governo aumentaram 49,2% em termos reais, somando R$ 269,88 bilhões.
  • A receita líquida cresceu 7,5% em termos reais, atingindo R$ 196,1 bilhões, impulsionada por impostos como IOF e Imposto de Importação.
  • No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram um déficit de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit de 2025.
  • Os investimentos federais cresceram 323,9% acima da inflação em março, totalizando R$ 14,8 bilhões.

As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, marcando o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1997. Este desempenho representa uma piora significativa em comparação com o superávit de R$ 1,52 bilhão observado em março do ano anterior. A principal causa para o déficit foi a antecipação do pagamento de precatórios, que concentrou R$ 34,9 bilhões em despesas neste mês, diferentemente de 2025.

As despesas totais do governo aumentaram 49,2% em termos reais, alcançando R$ 269,88 bilhões, influenciadas também por benefícios previdenciários, gastos com pessoal e sentenças judiciais. Em contrapartida, a receita líquida cresceu 7,5% em termos reais, atingindo R$ 196,1 bilhões. Esse aumento na arrecadação foi impulsionado pelo crescimento econômico e por elevações em impostos como IOF, Imposto de Importação, Imposto sobre a Renda, CSLL e Cofins. No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram um déficit de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit de 2025. Os investimentos federais também tiveram um crescimento expressivo em março, de 323,9% acima da inflação, totalizando R$ 14,8 bilhões.

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