Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, obteve aprovação do Comitê Bancário do Senado para presidir o Federal Reserve, enquanto Jerome Powell anunciou que permanecerá como diretor em meio a divergências sobre cortes de juros.
Kevin Warsh, escolhido pelo presidente Donald Trump para ser o próximo presidente do Federal Reserve, teve sua indicação aprovada pelo Comitê Bancário do Senado. A votação, que ocorreu nesta terça-feira, resultou em 13 votos a favor e 11 contra, seguindo estritamente as linhas partidárias. Todos os 13 republicanos do comitê apoiaram Warsh, enquanto os 11 democratas votaram contra, expressando dúvidas sobre sua independência. Este passo crucial aproxima Warsh da confirmação pelo Senado completo nos próximos dias.
A aprovação do comitê é um avanço significativo para a nomeação de Warsh, que deve ser confirmada antes do término do mandato do atual presidente do Fed, Jerome Powell, em 15 de maio. Em meio a essa transição, Jerome Powell anunciou que permanecerá como diretor do Federal Reserve após o fim de seu mandato como presidente, uma decisão que foge à praxe de ex-presidentes do Fed. Powell declarou que sua permanência no conselho, mesmo após Warsh assumir a presidência, visa manter a estabilidade e a independência do Fed, em meio a alertas sobre ataques de Trump.
Enquanto Warsh se aproxima da presidência, seus futuros colegas no Federal Reserve demonstram resistência a retomar os cortes nas taxas de juros. Essa postura contraria as expectativas do presidente Donald Trump, que tem pressionado pela retomada dos cortes. A nomeação de Warsh ocorre, portanto, em um momento de divergência sobre a política monetária, com implicações significativas para a economia dos EUA. A votação ocorreu enquanto Powell lidera sua provável última reunião de política monetária, com expectativa de manutenção da taxa de juros. A aprovação de Warsh no plenário do Senado, controlado pelos republicanos, é amplamente esperada. A decisão final do Senado definirá a liderança da principal instituição monetária dos Estados Unidos para os próximos anos.
Bloomberg - Economics • 29 abr, 20:01
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