Daily Journal

O Futuro da Informação

Daily Journal

Estudo de longo prazo na Amazônia descarta teoria de savanização

Um estudo de 22 anos na Amazônia, em Querência (MT), descartou a teoria da savanização, mostrando que a floresta possui alta resiliência e capacidade de recuperação após secas e queimadas, desde que haja condições para a regeneração.

Daily Journal
|
28/04 às 14:21

Pontos principais

  • Um estudo de 22 anos em Querência, Mato Grosso, na Amazônia, descartou a teoria da savanização, que previa a substituição da floresta por vegetação de savana.
  • A pesquisa observou que as áreas afetadas por fogo e seca foram retomadas pelas mesmas espécies florestais, demonstrando a resiliência da floresta.
  • Leandro Maracahipes, pesquisador da Universidade de Yale, enfatiza que a interrupção dos incêndios e a proximidade de florestas preservadas são cruciais para a recuperação.
  • Inicialmente, houve um empobrecimento da biodiversidade nas áreas queimadas, com queda de até 46,2% na riqueza de espécies.
  • Apesar da recuperação, a floresta regenerada é mais vulnerável, com espécies de casca fina e baixa densidade de madeira, e ainda não oferece os mesmos serviços ecossistêmicos.
  • A região, antes conhecida como Arco do Desmatamento, agora é vista como Arco da Restauração, indicando o potencial de recuperação da floresta.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Leandro Maracahipes (pesquisador da Universidade de Yale)

Organizações

Universidade de YaleInstituto SerrapilheiraAgência Brasil

Lugares

QuerênciaMato GrossoAmazôniaMarajó