Uma pesquisa recente indica que a maioria dos empresários que apoiaram a ditadura militar no Brasil tem origem em famílias com histórico escravista. O estudo, parte do podcast "Perdas e Danos", analisou a genealogia de 62 empresários documentados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), revelando que pelo menos 40 deles descendem de famílias que possuíam escravos. Essa conexão sugere uma continuidade de lógicas de exploração e desigualdade social no país, desde o período colonial até o regime militar.
A pesquisa aponta que a lógica de "extração", presente na escravidão, serviu de base para o modelo econômico da ditadura, que incluiu ataques aos direitos dos trabalhadores. Exemplos como a Cobrasma, da família Vidigal, palco da greve de Osasco de 1968 e com condições de trabalho precárias, e o Banco Mercantil, que financiou aparatos de tortura como a Operação Bandeirantes (OBAN), ilustram o envolvimento empresarial. Em contrapartida ao apoio, esses empresários receberam incentivos fiscais, contratos governamentais e empréstimos bilionários, como os concedidos pelo BNDE.
10 abr, 10:05
2 abr, 14:04
1 abr, 14:02
28 mar, 15:02
25 mar, 23:00