Pesquisas revelam que a Suíça monitorou e perseguiu ativistas brasileiros exilados durante a ditadura militar, priorizando laços econômicos e lucrando com a repressão.
Novas pesquisas da Universidade de Lausanne revelam que a Suíça monitorou e perseguiu ativistas brasileiros exilados durante a ditadura militar no Brasil. Documentos diplomáticos confirmam que o governo suíço tinha conhecimento das torturas e violações de direitos humanos praticadas pelo regime brasileiro, mas priorizou seus laços econômicos com o país. Multinacionais suíças lucraram significativamente com a repressão, aproveitando-se da mão de obra barata e da supressão de sindicatos e direitos trabalhistas, com o Brasil se tornando um dos maiores destinos de investimento suíço na época. Ativistas como Jean Marc Von der Weid, que denunciou torturas, foram alvo de vigilância, enquanto figuras como Apolônio de Carvalho e Ladislau Dowbor foram expulsas do país. Em 1970, o embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher foi sequestrado pela VPR, sendo libertado em troca de presos políticos.
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