Nestlé e outras empresas apoiaram ditadura militar brasileira
Documentos e pesquisas revelam que empresas como Nestlé e Brown Boveri financiaram e colaboraram com aparatos de repressão e tortura durante a ditadura militar no Brasil.
Pontos principais
- O podcast 'Perdas e Danos' detalha a ligação da Nestlé com a ditadura militar, incluindo contribuições ao IPES e à OBAN.
- O executivo Oswaldo Ballarin, da Nestlé e Brown Boveri, é acusado de contratar a agência CIA, que vigiava trabalhadores e financiava tortura.
- Gualter Mano, então presidente da Nestlé Brasil, fez contribuições financeiras para o IPES, entidade que preparou o golpe de 1964.
- Nestlé, General Electric, Mercedes Benz, Siemens e Light são citadas no relatório da Comissão Nacional da Verdade por doações à OBAN, um aparato de repressão.
- A pesquisadora Gabriella Lima encontrou documentos que ligam o CIEM e a CIA ao financiamento de 'serviços de organizações de tortura'.
Novas revelações apontam para o envolvimento de grandes empresas, como Nestlé e Brown Boveri, no financiamento e apoio à ditadura militar brasileira. O podcast 'Perdas e Danos' e pesquisas recentes destacam que executivos dessas companhias, como Oswaldo Ballarin e Gualter Mano, contribuíram financeiramente para entidades como o IPES, que preparou o golpe de 1964, e a OBAN, um aparato de repressão e tortura.
Documentos encontrados pela pesquisadora Gabriella Lima nos arquivos da Brown Boveri indicam que o consórcio CIEM e a agência CIA (não a agência de inteligência americana) estavam ligados ao financiamento de 'serviços de organizações de tortura'. A rentabilidade da Nestlé no Brasil dobrou entre 1971 e 1975, período do 'milagre econômico', enquanto Ballarin promovia agressivamente o leite em pó, gerando controvérsias internacionais.
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