Documentos e pesquisas revelam que empresas como Nestlé e Brown Boveri financiaram e colaboraram com aparatos de repressão e tortura durante a ditadura militar no Brasil.
Novas revelações apontam para o envolvimento de grandes empresas, como Nestlé e Brown Boveri, no financiamento e apoio à ditadura militar brasileira. O podcast 'Perdas e Danos' e pesquisas recentes destacam que executivos dessas companhias, como Oswaldo Ballarin e Gualter Mano, contribuíram financeiramente para entidades como o IPES, que preparou o golpe de 1964, e a OBAN, um aparato de repressão e tortura.
Documentos encontrados pela pesquisadora Gabriella Lima nos arquivos da Brown Boveri indicam que o consórcio CIEM e a agência CIA (não a agência de inteligência americana) estavam ligados ao financiamento de 'serviços de organizações de tortura'. A rentabilidade da Nestlé no Brasil dobrou entre 1971 e 1975, período do 'milagre econômico', enquanto Ballarin promovia agressivamente o leite em pó, gerando controvérsias internacionais.
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