Correios renegociam dívida após bancos bloquearem receita por precatórios
Um sindicato de bancos bloqueou a receita dos Correios em 2025 devido ao aumento de precatórios, forçando a estatal a renegociar um empréstimo com juros mais altos e gerando uma crise de liquidez.
Pontos principais
- Bancos bloquearam a receita dos Correios em 2025 devido ao aumento de despesas com precatórios, violando uma cláusula de empréstimo de R$ 1,8 bilhão.
- O bloqueio causou uma crise de liquidez na estatal, afetando pagamentos a fornecedores e a prestação de serviços.
- A renegociação do contrato com os bancos (Citibank, BTG Pactual, Banco ABC do Brasil) resultou em um custo adicional de R$ 44,8 milhões e aumento da taxa de juros de 3% para até 5% ao ano mais DI.
- Documento interno da estatal, obtido pelo g1, classificou o cenário como de "alta criticidade".
- Os Correios buscam um novo empréstimo de R$ 12 bilhões para recompor a liquidez e quitar a dívida atual, enquanto o prejuízo da empresa triplicou em 2025, atingindo R$ 8,5 bilhões.
Os Correios enfrentaram uma crise de liquidez em 2025 após um sindicato de bancos bloquear sua receita. A medida foi tomada devido ao aumento das despesas da estatal com precatórios, o que violou uma cláusula de um contrato de empréstimo de R$ 1,8 bilhão. O bloqueio impactou o pagamento de fornecedores e a prestação de serviços, conforme revelado em um documento interno da empresa que descreveu a situação como de "alta criticidade".
Para reverter o bloqueio, os Correios renegociaram o contrato com os bancos Citibank, BTG Pactual e Banco ABC do Brasil. A renegociação resultou em um custo adicional de R$ 44,8 milhões e um aumento da taxa de juros do empréstimo, que passou de 3% para até 5% ao ano mais DI. A estatal agora busca um novo empréstimo de R$ 12 bilhões para recompor sua liquidez e quitar a dívida atual, em um cenário onde seu prejuízo triplicou em 2025, alcançando R$ 8,5 bilhões.
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