A gestora Polo Capital descreveu a Hapvida (HAPV3) como um "avião que caiu", em referência à rápida deterioração da percepção de mercado da operadora de saúde. A empresa, que antes era vista como um emissor de alta qualidade, tornou-se um caso de estudo após resultados trimestrais negativos. Conrado Rocha, sócio da Polo Capital, ressaltou que a situação não se deve a fraude, mas a uma série de fatores que levaram à perda de clientes, queima de caixa e uma queda de 45% nas ações em um único pregão após a divulgação do resultado do terceiro trimestre. A dívida da Hapvida também sofreu um impacto significativo, passando de CDI mais 1,30 para CDI mais 8.
Apesar dos desafios, a Hapvida possui um caixa robusto de R$ 8 bilhões, com apenas R$ 2 bilhões em dívidas vencendo nos próximos dois anos, o que oferece fôlego à companhia. A empresa tem tomado medidas para reverter a situação, como a contratação de 10 novos executivos e a colocação à venda de sua unidade no Sul do país, visando levantar recursos e reduzir a exposição em regiões de menor margem. A Polo Capital monitora a continuidade da perda de clientes, novas trocas na diretoria e a queima de caixa como sinais cruciais para reavaliar sua posição na Hapvida.
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