A família Pinheiro consolidou seu controle sobre a Hapvida ao aumentar sua participação para mais de 50% do capital da empresa. Em paralelo, a operadora de saúde anunciou a venda de sua operação no Sul do Brasil, que engloba ativos da Clinipam e do Centro Clínico Gaúcho. O BTG Pactual foi contratado para intermediar a busca por um comprador para essa operação, que representa a nona maior do mercado se segregada, com oito hospitais, 21 clínicas e 490 mil vidas, e um investimento de R$ 4 bilhões pela Hapvida.
Essas movimentações ocorrem em um contexto de fortes críticas da gestora Squadra Investimentos, que detém 6,98% do capital votante da Hapvida. A Squadra formalizou um movimento para reconfigurar o conselho de administração, acusando a empresa de "uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro" e falhas de governança. A gestora questiona decisões de alocação de capital, a má execução da integração de ativos (especialmente após a fusão com a NotreDame Intermédica), a remuneração do CEO e do conselho, e a proposta de reeleição integral de conselheiros. A Squadra sugeriu desinvestimentos em operações do Sudeste e Sul para reduzir a alavancagem e indicou três candidatos independentes para o conselho. Além disso, Jorge Pinheiro deixará o cargo de CEO, sendo substituído pelo atual CFO Luccas Adib, embora permaneça no conselho.
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