As ações da Hapvida (HAPV3) acumulam uma queda de 73% desde a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2025, gerando pressão antes da apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025. Analistas do JPMorgan e Bradesco BBI preveem números fracos, com o JPMorgan cortando o preço-alvo da Hapvida de R$ 39 para R$ 13,50 e mantendo recomendação neutra devido a incertezas na recuperação. O banco também revisou as estimativas de lucro por ação (EPS) ajustado para a empresa, com cortes significativos para 2026 e 2027, e projeta queda do EBITDA em 2026, com normalização de margens apenas entre 2027 e 2028.
A Hapvida tem focado na rentabilidade em detrimento do crescimento, o que resultou em perda líquida de beneficiários, enquanto concorrentes expandem sua base de clientes. O Bradesco BBI espera uma queda de 21% no EBITDA e um aumento na provisão para perdas com sinistralidade (MLR) no 4T25. Os custos por beneficiário devem permanecer elevados no curto prazo, com receitas pressionadas e expectativa de desalavancagem operacional até 2027.
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