Ministro do STJ afastado por assédio mantém remuneração de R$ 100 mil
Afastado por denúncias de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi do STJ continua recebendo cerca de R$ 100 mil líquidos, incluindo verbas indenizatórias.
Pontos principais
- O ministro Marco Buzzi do STJ foi afastado há dois meses por denúncias de assédio sexual.
- Ele mantém remuneração de cerca de R$ 100 mil líquidos, incluindo verbas indenizatórias e vantagens pessoais.
- A remuneração contraria uma decisão de 2024 do CNJ que suspende tais pagamentos para magistrados em processos disciplinares.
- O STJ informou que suspenderá os valores excedentes nos próximos contracheques, pagando apenas a parcela remuneratória dos vencimentos de Buzzi.
- A defesa de Buzzi nega as acusações, alegando falta de provas e uma "campanha sistemática" contra o ministro.
O ministro Marco Buzzi do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastado há dois meses por denúncias de assédio sexual, continua a receber uma remuneração líquida de aproximadamente R$ 100 mil. Este valor inclui verbas indenizatórias e vantagens pessoais, o que contraria uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2024 que determina a suspensão de tais pagamentos para magistrados em processos disciplinares.
Em resposta à situação, o STJ informou que ajustará os próximos contracheques de Buzzi, suspendendo os valores excedentes e pagando apenas a parcela remuneratória dos vencimentos. A decisão do CNJ, que visa coibir o recebimento de benefícios por magistrados afastados, foi reafirmada pelo órgão, embora admita que a aplicação da suspensão de benefícios deve ser analisada caso a caso. A defesa de Buzzi nega as acusações, alegando falta de provas concretas e uma "campanha sistemática de acusações" contra o ministro.
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