O ministro Marco Buzzi, sob investigação por importunação sexual, recebeu mais de R$ 750 mil brutos em quatro meses de 2025, superando o teto do funcionalismo devido a verbas retroativas e "penduricalhos".
O ministro Marco Buzzi, atualmente afastado e sob investigação por importunação sexual, recebeu um montante bruto de R$ 751 mil nos últimos quatro meses de 2025. Esse valor, que supera o teto do funcionalismo público, foi inflacionado por "direitos eventuais", como bônus natalinos e terço de férias, e, principalmente, por vultosas verbas retroativas, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) apura as denúncias de importunação sexual em uma sindicância interna e o Supremo Tribunal Federal (STF) conduz uma investigação criminal sigilosa, a situação financeira de Buzzi levanta questionamentos sobre a legalidade dos "penduricalhos" no serviço público. A discussão sobre esses pagamentos se intensifica, com entidades buscando intervir em ações que visam suspender verbas não previstas em lei, em um contexto onde a pena máxima para o ministro seria a aposentadoria compulsória com proventos proporcionais.