O presidente Lula concluiu sua viagem de cinco dias à Europa em Portugal, onde defendeu o acordo Mercosul-UE e discutiu cooperação econômica e imigração com líderes portugueses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu sua viagem de cinco dias à Europa, com a última parada em Portugal, onde realizou uma visita-relâmpago de cinco horas. Em Lisboa, Lula teve encontros com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o presidente António José Seguro, discutindo cooperação econômica, imigração e o Acordo Mercosul-União Europeia. Lula afirmou que Brasil e Portugal vivem o melhor momento da relação bilateral, elogiando os brasileiros que vivem no país como um "povo trabalhador", em meio a discussões sobre leis mais rigorosas para pedidos de residência e vistos de trabalho em Portugal.
Durante a visita, Lula defendeu veementemente a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia, afirmando que ele abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticando o protecionismo. Ele citou a Embraer como um exemplo de sucesso de atuação no país e ressaltou a importância de Portugal como parceiro comercial. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, reafirmou o empenho de Portugal no acordo entre a União Europeia e o Mercosul, elogiando o esforço do Brasil e do presidente Lula para a concretização do pacto. Montenegro destacou o desejo de Portugal de ser um parceiro do Brasil na entrada na economia europeia, e vice-versa para empresas portuguesas no Brasil.
A questão da imigração foi um ponto central, com Montenegro expressando o desejo de receber mais imigrantes brasileiros, apesar de reconhecer alguns "focos de perturbação" naturais e a implementação de leis mais rigorosas. Ele elogiou a comunidade brasileira em Portugal, que representa 5% da população e é a segunda maior comunidade brasileira no exterior. Montenegro também agradeceu o apoio brasileiro à candidatura de Portugal para integrar o Conselho de Segurança da ONU, defendendo o português como língua oficial da organização. O comércio bilateral entre Brasil e Portugal somou US$ 4,5 bilhões em 2025, com um superávit brasileiro de US$ 2 bilhões.
G1 Política • 21 abr, 21:01
Folha de São Paulo - Mercado • 21 abr, 17:24
Agência Brasil - EBC • 21 abr, 16:53
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