Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Alemanha, foi anunciado que o país europeu contribuirá com 500 milhões de euros para o Fundo Clima, administrado pelo BNDES. O fundo visa apoiar estudos e financiar projetos de mitigação das mudanças climáticas. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa com o chanceler alemão Friedrich Merz, onde Lula expressou o interesse do Brasil em discutir fontes alternativas de energia e destacou a experiência brasileira em energia renovável e a possibilidade de cooperação.
Na Hannover Messe, Lula declarou que o Brasil não aceita mais ser tratado como um país "pequeno ou invisível" e busca se tornar uma potência mundial na transição energética. Ele defendeu o pioneirismo dos biocombustíveis brasileiros, criticando regulamentos ambientais da União Europeia que, segundo ele, ignoram a sustentabilidade do etanol brasileiro, com sua alta produção de energia por hectare e baixa pegada de carbono. O presidente ressaltou que o Brasil já atingiu a meta de 50% de renováveis em sua matriz energética, enquanto a UE busca alcançar isso até 2050. Merz elogiou a liderança do Brasil em transição energética e tecnologias agrícolas.
Lula também criticou as limitações impostas pela União Europeia ao acordo comercial com o Mercosul, que entra em vigor parcialmente em 1º de maio. O presidente afirmou que um acordo só se sustenta com equilíbrio nas concessões de ambas as partes e que medidas da UE ameaçam desnivelar a balança. Ele concorda com políticas de descarbonização, mas rejeita métricas não fidedignas ou incompatíveis com regras multilaterais, defendendo que não é possível combater o unilateralismo com mais unilateralismo. Uma nova lei ambiental da UE, contra o desmatamento, pode limitar exportações do Mercosul, especialmente as brasileiras.
Em outro ponto de seu discurso, Lula defendeu a imigração, destacando o Brasil como um país formado por imigrantes. A defesa foi feita ao lado de Friedrich Merz, conhecido por suas políticas e declarações anti-imigração. O presidente brasileiro também criticou a situação dos conflitos mundiais e a disseminação de fake news, pedindo união em defesa do multilateralismo e da paz.
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