Apesar dos compromissos internacionais para a transição energética, a dependência global do petróleo permanece alta devido a fatores econômicos, falta de vontade política e o lobby da indústria de combustíveis fósseis.

A dependência global do petróleo persiste, apesar dos compromissos internacionais para a transição energética, como o estabelecido na COP28 em 2023. Fatores econômicos, a falta de vontade política e o forte lobby da indústria de combustíveis fósseis são apontados como os principais obstáculos. A economia mundial está intrinsecamente ligada aos ativos de hidrocarbonetos, o que tornaria uma descontinuação abrupta dos combustíveis fósseis um desastre econômico sem precedentes, exemplificado pela situação da Petrobras no Brasil.
Potências como EUA, Canadá e Austrália, que teriam meios para a transição, priorizam interesses econômicos, e o avanço da extrema direita dificulta o processo. O setor de óleo e gás é considerado o lobby mais poderoso do mundo, atuando para adiar as mudanças necessárias na matriz energética global. A transição para abandonar o petróleo requer apoio financeiro aos países produtores e mais pobres, um sistema internacional que ainda não se concretizou. Contudo, há avanços significativos nas energias renováveis, que representaram quase 50% da capacidade elétrica mundial em 2025, com a China liderando na expansão de capacidades eólicas e solares.
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