O mercado global de petróleo está experimentando uma corrida por barris, com traders e refinarias buscando ativamente suprimentos imediatos. Essa intensa demanda por cargas disponíveis ocorre em um cenário de atenção dos investidores voltada para o frágil cessar-fogo iraniano, que, paradoxalmente, gera otimismo nos mercados futuros, enquanto o mercado físico enfrenta uma escassez severa.
A escassez de petróleo bruto no mercado físico global está impulsionando prêmios recordes, com cargas sendo negociadas acima de US$ 140 por barril no Mar do Norte. O Dated Brent, benchmark do mercado físico, atingiu US$ 144 o barril, superando máximas de 2008. A perda de suprimentos do Oriente Médio, devido ao conflito com o Irã, cria uma lacuna crescente, forçando refinarias a buscar suprimentos em locais cada vez mais distantes e a pagar mais por entregas rápidas. Essa diferença entre o petróleo físico e os futuros, com prêmios enormes para entrega imediata, cria desafios de gestão de risco e pode levar à redução da produção de derivados.
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