Mesmo com ameaças dos EUA ao Irã e à Venezuela, o preço do petróleo não dispara devido ao excesso de oferta global, impactando a economia brasileira e os preços dos combustíveis.
Apesar das recentes tensões geopolíticas envolvendo as ameaças dos Estados Unidos ao Irã e à Venezuela, o preço do petróleo no mercado internacional não tem disparado. Especialistas apontam que o principal fator para essa estabilidade é o excesso de oferta global, que prevalece sobre os riscos políticos e mantém as expectativas de preço para 2026 entre US$ 60 e US$ 65 o barril. Embora as ações de Trump tenham provocado picos temporários, seus efeitos foram limitados e de curta duração, indicando que a dinâmica de oferta e demanda continua sendo o principal motor dos preços.
No cenário brasileiro, o petróleo mais barato traz um alívio para a inflação dos combustíveis, beneficiando os consumidores. Contudo, essa mesma condição pode impactar negativamente as contas públicas, diminuindo a arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras. A política de preços da estatal busca reduzir a volatilidade, o que explica por que a queda do petróleo nem sempre se reflete imediatamente nos valores da gasolina nas bombas.