Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj com 44 votos, mas a governadoria do Rio de Janeiro permanece com Ricardo Couto (TJ-RJ) até decisão do STF. A eleição foi marcada por boicote da oposição que defendia voto secreto.
Douglas Ruas, do PL, foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta sexta-feira (17), obtendo 44 votos dos 70 integrantes da Casa e uma abstenção. A eleição foi marcada por protestos e tentativas de obstrução, com 25 deputados da oposição deixando o plenário em boicote. Ruas é inspetor da Polícia Civil, filho do prefeito de São Gonçalo, Nelson Ruas, e já se posiciona como pré-candidato do PL ao governo do Rio.
A eleição ocorreu após o afastamento do então presidente Rodrigo Bacellar, que foi preso por vazamento de informações sigilosas. Contudo, a eleição de Ruas não altera a linha sucessória do governo estadual, que permanece sob a liderança de Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como governador em exercício. Essa decisão foi mantida pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que descartou interferência judicial na autonomia da Casa Legislativa, aguardando um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo de eleição substituta para o cargo de governador. O recém-eleito presidente da Alerj, Douglas Ruas, defende o diálogo com o STF e com o governador interino, Ricardo Couto, para discutir o futuro do comando do Palácio Guanabara e a linha sucessória do governo do Rio de Janeiro.
A eleição na Alerj foi marcada por um boicote de grupos políticos ligados a Paes (PSD, PT, PCdoB, PSB, PDT e MDB) e ao PSOL. A recusa em participar ocorreu após o TJ-RJ rejeitar o pedido do PDT para voto secreto, mantendo o voto aberto. A oposição, que inclui PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, alegava que a votação aberta poderia gerar pressões e retaliações políticas. Em seu discurso, Douglas Ruas criticou PSD e PDT por tentarem impedir a votação aberta e prometeu ser o presidente de todos os deputados. A oposição planeja recorrer ao STF para anular a eleição e pedir uma nova votação com voto secreto, alegando falta de liberdade de voto. A situação indica uma disputa política intensa, especialmente considerando que Ruas e Paes serão adversários na eleição para o governo do Rio em outubro, e o PL de Ruas deve pleitear ao STF uma mudança no entendimento atual sobre a sucessão governamental.
Agência Brasil - EBC • 17 abr, 15:36
Folha de São Paulo - Política • 17 abr, 15:01
InfoMoney • 17 abr, 12:42
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