Anvisa e conselhos de saúde se unem contra canetas emagrecedoras irregulares
Anvisa, CFM, CFO e CFF assinam carta de intenção e criam grupos de trabalho para promover o uso seguro de medicamentos agonistas de GLP-1 e combater irregularidades.
Pontos principais
- Anvisa, CFM, CFO e CFF assinaram uma carta de intenção para o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras (agonistas do receptor GLP-1).
- A Anvisa instituiu dois grupos de trabalho (GTs) para controle sanitário e segurança de pacientes que usam esses medicamentos.
- Um GT, com duração de 45 dias, analisará evidências científicas, dados de uso e farmacovigilância, além de aspectos regulatórios e de comunicação de risco.
- O segundo GT, com duração de 90 dias, acompanhará a implementação de um plano de ação da Anvisa e proporá medidas de aprimoramento.
- A iniciativa visa prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, com atuação conjunta e troca de informações.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conselhos de saúde, incluindo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A iniciativa conjunta visa combater irregularidades na comercialização e uso desses produtos, protegendo a saúde pública e prevenindo riscos sanitários.
Como parte do plano, a Anvisa instituiu dois grupos de trabalho (GTs). O primeiro GT, com duração de 45 dias e composto por representantes do CFF, CFM e CFO, analisará evidências científicas, dados de uso e farmacovigilância, além de aspectos regulatórios e de comunicação de risco. O segundo GT, com duração de 90 dias e participação de diretores da Anvisa, acompanhará a implementação de um plano de ação da agência e proporá medidas de aprimoramento. A Anvisa já determinou a apreensão e proibição de produtos sem registro, como Gluconex e Tirzedral, e alertou sobre os riscos do uso indevido, como pancreatite aguda, reforçando a importância da prescrição e acompanhamento médico.
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