A Anvisa intensificou a fiscalização de medicamentos injetáveis GLP-1, as canetas emagrecedoras, devido a irregularidades na importação de insumos e manipulação, resultando em interdições e proibições de venda.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou um plano de ação para intensificar a fiscalização e o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida visa combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, protegendo a saúde pública. Entre os riscos identificados estão problemas de esterilização, falta de controle de qualidade e uso de insumos sem identificação de origem.
As ações da Anvisa já resultaram na interdição de oito das 11 empresas fiscalizadas em 2026 e na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis. Além disso, a agência proibiu a venda de canetas emagrecedoras irregulares à base de tirzepatida e retatrutida, comercializadas sem registro, após um caso de síndrome de Guillain-Barré. A Anvisa alerta que produtos sem registro não garantem segurança, eficácia ou qualidade, e sua comercialização nessas condições é crime. A agência priorizará 17 pedidos de registro para ampliar a oferta de produtos seguros no mercado, e a expiração da patente da semaglutida no Brasil em março de 2026 deve ampliar a oferta no mercado, com 8 pedidos de registro em análise.
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