Anvisa e PF intensificam combate a canetas emagrecedoras irregulares
A Anvisa intensificou a fiscalização de canetas emagrecedoras, resultando em interdições e proibições. A PF deflagrou operação em 11 estados contra a falsificação e venda ilegal desses produtos.
Pontos principais
- A Anvisa anunciou um plano para intensificar a fiscalização de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, as canetas emagrecedoras.
- A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Heavy Pen em 11 estados para combater a falsificação, produção clandestina e venda ilegal de canetas emagrecedoras e insumos.
- As ações visam combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação de semaglutida, tirzepatida e liraglutida.
- Fiscalizações da Anvisa em 2026 resultaram na interdição de oito empresas e apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis irregulares.
- A Anvisa proibiu a venda de canetas emagrecedoras irregulares à base de tirzepatida e retatrutida, comercializadas sem registro, após um caso de síndrome de Guillain-Barré.
- A PF cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e realizou 24 fiscalizações em estabelecimentos como laboratórios de manipulação e clínicas estéticas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou um plano de ação para intensificar a fiscalização e o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida visa combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, protegendo a saúde pública. Entre os riscos identificados estão problemas de esterilização, falta de controle de qualidade e uso de insumos sem identificação de origem. As ações da Anvisa já resultaram na interdição de oito das 11 empresas fiscalizadas em 2026 e na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis. A agência também proibiu a venda de canetas emagrecedoras irregulares à base de tirzepatida e retatrutida, comercializadas sem registro, após um caso de síndrome de Guillain-Barré. A Anvisa priorizará 17 pedidos de registro para ampliar a oferta de produtos seguros no mercado, e a expiração da patente da semaglutida no Brasil em março de 2026 deve ampliar a oferta no mercado, com 8 pedidos de registro em análise.
Em paralelo, a Polícia Federal (PF), com apoio da Anvisa, deflagrou a Operação Heavy Pen em 11 estados brasileiros. A operação tem como objetivo reprimir a entrada irregular, produção clandestina, falsificação e comércio ilegal de medicamentos e insumos para emagrecimento, buscando desarticular grupos criminosos. As investigações focam em produtos à base de semaglutida, tirzepatida e retatrutida, usados em medicamentos como Ozempic e Mounjaro. Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e realizadas 24 fiscalizações em estabelecimentos como laboratórios de manipulação e clínicas estéticas. A Anvisa planeja endurecer as regras para a manipulação de medicamentos, após identificar a importação de grande volume de IFAs para tirzepatida. A agência alerta que produtos sem registro não garantem segurança, eficácia ou qualidade, e sua comercialização nessas condições é crime.
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