Estudo: taxar super-ricos na América Latina pode gerar R$ 123,9 bi anuais
Um estudo sugere que a aplicação de um imposto de 2% sobre grandes fortunas em sete países da América Latina poderia gerar R$ 123,9 bilhões anualmente, afetando cerca de 3.000 pessoas.
Pontos principais
- Um estudo aponta que taxar grandes fortunas na América Latina geraria R$ 123,9 bilhões por ano.
- A proposta de imposto de 2% incidiria sobre aproximadamente 3.000 pessoas em sete países da região.
- No Brasil, um Imposto Mínimo Efetivo sobre a Riqueza (IMER) de 2% poderia arrecadar R$ 30,5 bilhões anuais.
- O IMER brasileiro incidiria sobre patrimônios acima de R$ 500 milhões, afetando cerca de 1.430 contribuintes.
- A medida visa aumentar a arrecadação e reduzir a desigualdade social na América Latina, corrigindo a regressividade tributária.
Um estudo recente indica que a implementação de um imposto de 2% sobre grandes fortunas, conhecida como "taxa Zucman", em sete países da América Latina poderia resultar em uma arrecadação anual de US$ 24 bilhões, o equivalente a R$ 123,9 bilhões. Essa medida afetaria um grupo restrito de aproximadamente 3.000 indivíduos na região.
Especificamente no Brasil, um estudo do Observatório Internacional de Fiscalidade (ITO) propõe um Imposto Mínimo Efetivo sobre a Riqueza (IMER) de 2% sobre patrimônios acima de R$ 500 milhões, com estimativa de arrecadação de R$ 30,5 bilhões anuais. A proposta visa aumentar a alíquota efetiva dos 0,001% mais ricos, que atualmente pagam 19,7%, para cerca de 50%, promovendo maior progressividade fiscal. A medida busca aumentar a arrecadação de fundos governamentais e contribuir para a redução da desigualdade social.
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