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Imprensa francesa repercute trend brasileira que promove violência contra mulheres

A imprensa francesa expressou choque e preocupação com a trend brasileira "Caso ela diga não" no TikTok, que simula reações violentas após rejeição e é associada a casos reais de feminicídio.

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Foto: G1 Mundo
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14/04 às 13:01

Pontos principais

  • A trend masculinista "Caso ela diga não" no TikTok, que incita a violência contra mulheres, foi amplamente criticada por jornais e TVs francesas.
  • Veículos como Le Parisien e 20 Minutes destacaram a natureza violenta dos vídeos e seu potencial impacto no aumento da violência contra mulheres no Brasil.
  • A trend foi associada à tentativa de feminicídio de Alana Anisio Rosa, cujo agressor teria se inspirado nesse conteúdo.
  • A France 24 relembrou outros casos de violência no Brasil ligados a ideologias masculinistas, enquanto a plataforma Brut mostrou a mobilização contrária à trend.
  • Há um debate no Brasil sobre o PL da Misoginia, e a repercussão internacional pode impulsionar mudanças legislativas.

A imprensa francesa tem repercutido com escândalo a trend brasileira "Caso ela diga não" no TikTok, que promove a violência contra mulheres e simula reações violentas após rejeição. Jornais e TVs francesas, como Le Parisien, 20 Minutes e France 24, descreveram os vídeos como "cada vez mais violento, descomplexado e acessível", mostrando homens treinando e esfaqueando bonecos. A preocupação se intensifica com a associação da trend a casos reais, como a tentativa de feminicídio de Alana Anisio Rosa, onde a mãe da vítima afirmou que o agressor se inspirou nesses vídeos.

Os veículos franceses apontam que esses vídeos, visualizados milhares de vezes, podem impactar o aumento da violência contra mulheres no Brasil, que registrou 1.586 feminicídios no ano anterior. A jornalista Mathilde Serrell, da France Inter, expressou esperança de que a repercussão leve a mudanças nas leis contra a misoginia, enquanto a plataforma Brut mostra mobilização contrária à trend e o debate sobre o PL da Misoginia no Brasil.

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