O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos EUA (ICE) em 13 de abril de 2026, em Orlando, Flórida. O nome de Ramagem aparece no site do ICE como 'sob custódia', e a Polícia Federal confirmou a prisão, informando que autoridades brasileiras foram notificadas. Ele estava foragido desde setembro de 2025, quando foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, tendo sua prisão preventiva decretada pela corte. Ramagem deixou o Brasil clandestinamente, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana e seguindo para os Estados Unidos, onde aliados indicavam que ele pretendia solicitar asilo político. A prisão ocorreu por questões migratórias, após Ramagem ser abordado na rua pelo ICE para análise de documentos, embora não haja confirmação se está diretamente ligada ao pedido de extradição do Brasil.
Cinco meses antes de sua prisão, Ramagem havia concedido uma entrevista ao programa Conversa Timeline, no YouTube, apresentado por Allan dos Santos, também foragido da Justiça brasileira. Na ocasião, ele afirmou que estava seguro nos EUA e que sua permanência no país tinha a "anuência do governo americano", alegando ter fugido para evitar ser preso no Brasil diante de suas filhas. Enquanto foragido, Ramagem estava morando em uma casa de 5 quartos com vista para o lago em Orlando, avaliada em US$ 899 mil (cerca de R$ 4,5 milhões), que teria sido adquirida em 2025.
O Ministério da Justiça informou ao STF em janeiro de 2026 sobre o pedido formal de extradição aos EUA, com a documentação sendo enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, facilitando sua localização e prisão por autoridades estrangeiras. Ramagem, que é delegado da PF e chefiou a segurança de Bolsonaro em 2018, teve seu passaporte diplomático cancelado e vencimentos parlamentares bloqueados após a cassação de seu mandato em dezembro de 2025.
Sua gestão na Abin é investigada no caso da 'Abin Paralela' por monitoramento ilegal de adversários políticos. Em 2020, sua nomeação para Diretor-Geral da Polícia Federal foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes devido à sua proximidade com a família Bolsonaro. Em fevereiro, ele foi interrogado pelo STF via videoconferência sobre crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio público relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
InfoMoney • 13 abr, 15:18
G1 Mundo • 13 abr, 15:08
BBC Brasil • 13 abr, 14:55
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