Ramagem é interrogado no STF por videoconferência e nega crimes de 8 de janeiro e uso ilegal da Abin
O ex-deputado Alexandre Ramagem, foragido nos EUA e condenado a 21 anos, foi interrogado pelo STF sobre atos de 8 de janeiro e uso da Abin, negando as acusações.
Pontos principais
- Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Abin, foi interrogado por videoconferência pelo STF, estando foragido nos Estados Unidos.
- Ele negou as acusações de dano qualificado e deterioração de patrimônio público relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023, e também o uso ilegal da Abin para monitorar adversários de Bolsonaro.
- A ação penal foi retomada após a cassação de seu mandato parlamentar e a perda da imunidade.
- Ramagem já foi condenado a 21 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, fugindo do país em setembro do ano passado.
- Um pedido formal de extradição já foi encaminhado pelo Ministério da Justiça ao governo norte-americano.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, atualmente foragido nos Estados Unidos, prestou depoimento por videoconferência ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana. Durante a sessão, conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Ramagem negou todas as acusações de dano qualificado e deterioração de patrimônio público referentes aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele também reafirmou depoimento anterior, negando o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A retomada da ação penal contra Ramagem ocorreu após a cassação de seu mandato parlamentar e a consequente perda da imunidade. Ele já possui uma condenação anterior de 21 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Ramagem fugiu do país em setembro do ano passado, pela fronteira com a Guiana, utilizando passaporte diplomático para viajar aos EUA, antes do trânsito em julgado de sua condenação. Um pedido formal de extradição já foi encaminhado pelo Ministério da Justiça ao governo norte-americano, indicando a continuidade das ações legais contra ele, apesar de sua situação de foragido.
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