O Peru realiza eleições presidenciais com um número recorde de candidatos, em meio a um cenário político turbulento e alta fragmentação, tornando um segundo turno quase certo.
O Peru realiza neste domingo eleições presidenciais e legislativas em um cenário de profunda instabilidade política e fragmentação. Com um número recorde de candidatos, as pesquisas de intenção de voto indicam que nenhum deles deve alcançar mais de 15% dos votos, tornando um segundo turno em junho praticamente inevitável. Keiko Fujimori aparece na liderança, com uma pequena margem sobre Rafael López Aliaga, Ricardo Belmont e Carlos Alvarez.
A alta fragmentação do cenário político e o grande número de eleitores indecisos refletem um declínio institucional no país. As principais preocupações dos eleitores são a corrupção e a insegurança, com o aumento da criminalidade impulsionando o apoio a propostas mais duras e populistas. Candidatos têm apresentado medidas como o envio de tropas às ruas, o restabelecimento da pena de morte e a implementação de juízes anônimos, alinhando-se a uma tendência regional de linha-dura contra o crime.
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