O Peru realiza neste domingo, 12 de abril, eleições presidenciais e legislativas em um cenário de profunda instabilidade política e fragmentação. Com um número recorde de 35 candidatos à presidência, as pesquisas de intenção de voto indicam que nenhum deles deve alcançar mais de 15% dos votos, tornando um segundo turno em junho praticamente inevitável. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador, aparece na liderança com uma pequena margem sobre outros candidatos, como o humorista Carlos Álvarez, o conservador Rafael López Aliaga, o empresário Ricardo Belmont, o 'cowboy' de esquerda Roberto Sánchez e o acadêmico Alfonso López Chau. Cerca de 27 milhões de eleitores são esperados para eleger presidente, dois vice-presidentes, 130 deputados e 60 senadores, além de representantes para o Parlamento Andino. Peruanos residentes em São Paulo também participaram da votação, formando filas na Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista.
As eleições também marcam o retorno do sistema bicameral no Peru após 30 anos. A alta fragmentação do cenário político e o grande número de eleitores indecisos refletem um declínio institucional no país, que enfrentou dez presidentes e três Congressos em uma década, incluindo a destituição e prisão de Pedro Castillo e a repressão de Dina Boluarte. Há expectativa de um alto número de votos brancos e nulos, que superaram o 1º colocado no primeiro turno de 2021. As principais preocupações dos eleitores são a corrupção e a insegurança, com o aumento da criminalidade impulsionando o apoio a propostas mais duras e populistas. Além disso, a eleição é vista como um ponto crucial na disputa comercial entre China e EUA na América Latina, com candidatos de direita buscando conter o avanço chinês.
G1 Mundo • 12 abr, 16:59
Agência Brasil - EBC • 12 abr, 13:40
InfoMoney • 12 abr, 14:47
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