Eleitores peruanos votam neste domingo para definir novo presidente em um cenário de profunda polarização e desconfiança institucional.
O Peru realiza neste domingo eleições presidenciais decisivas para tentar superar um longo período de instabilidade política e fragmentação institucional. O pleito, que coloca frente a frente a candidata de direita Keiko Fujimori e o candidato de esquerda Roberto Sánchez, ocorre em um ambiente de desconfiança crônica da população, com índices de desaprovação ao Congresso que atingem 90%. A fragilidade democrática é acentuada pelo histórico recente do país, que trocou de presidente nove vezes nos últimos dez anos, muitas vezes sob o uso do artigo 113 da Constituição, que permite a destituição por incapacidade moral. O próximo governo enfrentará o desafio imediato de restaurar a credibilidade das instituições e garantir a governabilidade em um cenário marcado por intensas contestações e polarização social.
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