O Papa Leão fez um apelo veemente pelo fim da "loucura da guerra" e pelo diálogo, no mesmo dia em que autoridades dos EUA e Irã se reuniram para discutir o conflito.
O Papa Leão fez um veemente apelo pelo fim da "loucura da guerra" e pelo diálogo, condenando o uso da linguagem religiosa para justificar conflitos. A declaração foi feita durante uma vigília de oração na Basílica de São Pedro, em um momento crucial, pois autoridades dos Estados Unidos e do Irã iniciaram conversas de paz no Paquistão para discutir o conflito que já dura seis semanas.
Em seu discurso, o pontífice criticou a "ilusão de onipotência" que torna o mundo imprevisível, a "idolatria do eu e do dinheiro" e a exibição de poder, mencionando cartas de crianças em zonas de guerra que descrevem "horror e desumanidade". Ele fez um apelo direto aos líderes mundiais para que busquem o diálogo e a mediação, não o rearmamento. O papa também fez referência à oposição da Igreja à invasão do Iraque em 2003 e ao apelo do Papa João Paulo 2º, reiterando que Deus rejeita orações de líderes que iniciam guerras e têm "mãos cheias de sangue".
Comentaristas interpretaram declarações anteriores do papa como direcionadas ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e à retórica de Donald Trump, que utilizaram linguagem cristã para justificar ataques contra o Irã. O papa denunciou o uso do nome de Deus para justificar a morte.
Agência Brasil - EBC • 11 abr, 16:48
G1 Mundo • 11 abr, 15:59
InfoMoney • 11 abr, 15:53
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