Especialistas alertam que o conflito no Irã, iniciado por EUA e Israel, pode paradoxalmente acelerar a proliferação de armas atômicas no Oriente Médio e globalmente.
A guerra no Irã, deflagrada por Estados Unidos e Israel com o objetivo de frear o desenvolvimento nuclear iraniano, pode, de forma contraditória, impulsionar uma nova corrida armamentista nuclear, tanto no Oriente Médio quanto em escala global. Especialistas alertam que a incerteza sobre a proteção de potências como os EUA pode levar outros países a concluir que a posse de armas nucleares é a melhor salvaguarda contra agressões. Pesquisas de opinião em diversas regiões já indicam um apoio crescente ao desenvolvimento de capacidade nuclear doméstica, com a bomba atômica sendo vista como a melhor forma de dissuasão.
Analistas como Reid Pauly, da Universidade Brown, sugerem que um governo iraniano que sobreviva ao conflito provavelmente buscará armas nucleares como uma medida de proteção futura. Essa perspectiva é reforçada pela declaração da Arábia Saudita de que desenvolverá seu próprio arsenal nuclear caso o Irã o faça, o que poderia desencadear uma "cascata de proliferação" na região. O enfraquecimento do regime de não proliferação global, evidenciado pela saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã em 2018 e pela expiração do tratado New START, agrava ainda mais esse cenário de risco.
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