O trabalhador brasileiro tornou-se mais qualificado e diverso na última década, mas essa evolução veio acompanhada de maior pressão e risco de adoecimento mental.
O perfil do trabalhador brasileiro passou por uma transformação significativa na última década, tornando-se mais qualificado e diverso. Houve um aumento na proporção de indivíduos com ensino superior e de autodeclarados negros no mercado de trabalho. No entanto, essa evolução não foi acompanhada por uma melhoria nas condições de trabalho, resultando em maior pressão e risco de adoecimento mental, com 40% dos trabalhadores apresentando risco relacionado à saúde mental, e até 70% em alguns setores.
Essa situação reflete um descompasso entre a crescente qualificação e diversidade da força de trabalho e a lentidão dos modelos de gestão das empresas em se adaptar a essa nova realidade. A busca por eficiência e inovação por parte das empresas, com 62% em transformação ativa, eleva a exigência sobre os profissionais. A maior diversidade no mercado de trabalho, incluindo mulheres e grupos sub-representados, ainda enfrenta ambientes corporativos despreparados, gerando conflitos e situações de vulnerabilidade, como assédio sexual. O aumento dos afastamentos por transtornos mentais, com mais de 546 mil benefícios em 2025, sublinha a gravidade do problema.
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