Funcionários da USP aprovam greve contra bônus exclusivo para professores
Servidores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve a partir de 14 de abril, em protesto contra a criação de uma gratificação exclusiva para docentes.
Pontos principais
- A greve dos funcionários da USP terá início em 14 de abril, após assembleia híbrida.
- A principal motivação é a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace), destinada a professores.
- A Gace prevê um bônus mensal de até R$ 4.500 para docentes em tempo integral que propuserem novos projetos.
- Os funcionários argumentam que a medida fere a isonomia e reivindicam a divisão do valor entre todos os servidores.
- O Sindicato dos Trabalhadores da USP também busca a recomposição de perdas inflacionárias de 14,5% desde 2012.
Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram uma greve que terá início em 14 de abril. A decisão foi tomada em assembleia híbrida e é motivada pela criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace), um bônus exclusivo para professores. A Gace, instituída pelo reitor Aluisio Segurado, visa reter talentos e oferece até R$ 4.500 mensais por dois anos a docentes em tempo integral que apresentarem novos projetos, o que representa um adicional de 27% ao salário inicial de um doutor.
Os servidores argumentam que a medida fere a isonomia e propõem que o valor total da gratificação seja distribuído entre todos os funcionários, resultando em um reajuste de até R$ 1.600 para cada um. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores da USP reivindica a recomposição integral das perdas inflacionárias acumuladas desde 2012, estimadas em 14,5%.
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