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Crise de petróleo e gás é a pior da história, diz chefe da IEA

A atual crise global de petróleo e gás é a mais grave já vista, superando crises anteriores, com impactos severos esperados, especialmente em nações em desenvolvimento.

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Foto: G1 Mundo
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07/04 às 10:02 · atualizado 11:01

Pontos principais

  • Fatih Birol, chefe da IEA, afirmou que a crise atual de petróleo e gás é a pior da história, superando as de 1973, 1979 e 2022 juntas.
  • O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta a ataques de Israel e dos EUA, é o principal catalisador, afetando 20% do petróleo e gás mundiais.
  • Birol alertou que países em desenvolvimento enfrentarão os maiores riscos, com alta de preços, encarecimento de alimentos e aceleração da inflação.
  • A IEA já liberou parte de suas reservas estratégicas de petróleo e considera liberar mais se a situação piorar.
  • Os EUA, sob Donald Trump, pressionam o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, cujo prazo final para reabertura termina hoje.

A atual crise de petróleo e gás é a mais grave já registrada, superando as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas, de acordo com Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA). Em declaração ao jornal Le Figaro, Birol apontou o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã como o principal catalisador, uma medida tomada em resposta a ataques de Israel e dos EUA. Este bloqueio afeta 20% do petróleo e gás mundiais, gerando uma interrupção no fornecimento de energia de magnitude sem precedentes.

Embora países europeus, Japão e Austrália sejam afetados, Birol alertou que as nações em desenvolvimento enfrentarão os maiores riscos, com a alta de preços, encarecimento de alimentos e aceleração da inflação. Para mitigar os impactos, a IEA já liberou parte de suas reservas estratégicas de petróleo e o processo continua, com a possibilidade de liberar mais se a situação piorar. Os EUA, sob Donald Trump, pressionam o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, cujo prazo final para reabertura termina hoje. Novos ataques de Israel a instalações estratégicas no Irã agravaram a crise e mantêm a pressão sobre os preços da energia, que voltaram a US$ 110 o barril.

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